
Com
seis anos de existência, a Banda Calypso já
é recorde de público por todo o país e
agora levando também o extraordinário sucesso
para o exterior. Por onde passa a banda arrasta multidões
por todo o Brasil. “Este ritmo toca no nosso Estado
há muitos anos, que não era conhecido no restante
do país, era mais regional. Depois que a Banda Calypso
gravou, começou a aparecer. É um ritmo nosso que
é a fusão de vários outros: calypso
que é ritmo do Caribe, o twist, o rock, o iê-iê-iê,
a
lambada,
o country, o nosso carimbó, o merengue, a salsa e o zouk,
misturamos tudo e tá aí, uma salada de ritmos”,
explica o cantor, guitarrista e líder da banda Chimbinha.
Em
2004 foram realizados shows na Guiana Francesa e Estados Unidos.
Este ano não poderia ser diferente. Com o swingue na
veia, e as letras de apelo popular a Banda Calypso atravessou
o Oceano Atlântico e foi levar o ritmo contagiante e caliente
de Belém do Pará para a Europa em maio, com surpreendentes
apresentações nas cidades do Porto, Algarve e
Lisboa, em Portugal e em Zurique e Gênova, na Suíça,
causando um frisson no Velho Continente. De lá, partiram
rumo à terra do Tio Sam e, novamente foram sucesso absoluto
em Danburg, no estado de Connecticut, Boston e Miami, na Flórida
no final do mês. “Nós levamos os
maiores públicos não só no Norte e Nordeste,
mas também no Centro-Oeste, onde fomos recordes nas festas
em Goiás (60 mil pessoas) e Brasília. A gente
fica feliz com esse sucesso. Na temporada na Europa –
Portugal e Suíça - todas as casas estavam lotadas,
foi um total de sete shows. Vamos voltar novamente para lá
em agosto, se tiver espaço na nossa agenda, se não
vamos deixar para ir no final do ano. A média de shows
que fazemos por mês é de 20 à 25”,
afirma o cantor.
Além
da explosão do fenômeno Calypso,
a banda ainda comemora os altos índices de vendagem dos
dois DVDs que atingiu a marca, cada um, de mais de 300 mil unidades.
O mais recente, Na Amazônia Ao Vivo (MD Music), ficou
15 semanas na lista dos 50 Mais do Instituto de Pesquisa Nopem.
O disco audiovisual aparecia na liderança do ranking
em São Paulo e em segundo lugar no Rio entre os DVDs
mais vendidos, no mês de maio/junho. Já os CDs
de seis trabalhos, três ficaram entre os 50 mais. Entre
CDs e DVDs, a Banda Calypso já vendeu
mais de 4 milhões de cópias. E o mais surpreendente
é que esta marca tem um gosto mais do que especial, a
banda é independente, ou seja, não está
vinculada a nenhuma gravadora. “A gente fica muito
feliz com um disco de cinco anos estar entre os mais vendidos.
É que a nossa música chegou para ficar, não
é modismo. De cinco anos prá cá ainda continua
vendendo os nossos trabalhos. É incrível que os
nossos DVDs não ficam velhos. Está vindo tudo
de uma vez só para a mídia, mais o povo já
conhece há muito tempo”, declara com orgulho
Chimbinha.
O
PADRINHO
GILBERTO BARROS
Para
abrir novos mercados no eixo Rio-São Paulo e conseguir
entrar na mídia televisiva para mostrar todo o balanço
da Banda Calypso o processo não foi tão fácil.
“A gente mandava o nosso material para todas as
emissoras de televisão, e ninguém nunca respondeu.
A única pessoa que chamou a gente e deu todo o espaço
no seu programa foi o Gilberto Barros Nós temos um carinho
muito grande por ele, que é o nosso padrinho e que trouxe
a banda para a televisão. Agradecemos a Deus e depois
a ele. Ele que deu toda a força para a Calypso, e hoje
todos os programas estão chamando a gente, pena que a
nossa agenda, galera, não dá. Mas a gente está
apertando um pouco a agenda para não deixar de fazer
todos os programas. No mês de agosto vamos voltar ao Gilberto”,
fala com carinho o líder da banda.
Mas
para chegar onde estão a Banda Calypso
já trilhou o caminho de muita luta e trabalho árduo
com o intuito de levar ao público o melhor. “Eu
sempre trabalhei com a música, tenho 18 anos de carreira
como músico e a Joelma completa 10. Comecei em estúdio
a gravar todos os artistas paraenses, fazendo todos os arranjos.
O sucesso só apareceu em 2000. A Calypso começou
em 1999 no estúdio com os músicos que já
trabalhavam comigo e então levei a banda para a estrada”,
revela o guitarrista.