Paixão
pela música. Sonho. Realidade. Em busca de um só
objetivo - trabalhar com a música - o produtor e diretor
musical de shows Casagrande hoje é considerado um dos grandes
profissionais do meio artístico. Trazendo na bagagem 21
anos de carreira e tendo desenvolvido o seu trabalho ao lado de
grandes nomes da nossa música como: Sá e Guarabira,
Zizi Possi, Ney Matogrosso, Roupa Nova, Daniel e Zezé Di
Camargo & Luciano, Casagrande hoje pode ser considerado um
vencedor.
Em
um mercado tão competitivo e fechado como o artístico,
o produtor conseguiu desempenhar bem o seu papel mas foi através
de uma trajetória de muita batalha. Como o seu pai era
cantor, Casagrande o acompanhava em bailes. Foi quando
surgiu a paixão pela música: “Quando eu tinha
uns 16 anos buscava saber aonde ia ter shows em São Paulo
através dos jornais, lambe-lambes e outdoors. Saía
da escola e ia para o Pacaembu, o Ibirapuera, o Palácio
das Convenções do Anhembi, enfim, lugares aonde
tinham shows. O que eu fazia era ajudar a descarregar os caminhões
sem ganhar nada, queria me aproximar deste meio e achava que era
o único caminho porque eu não tinha nenhuma influência.
A minha intenção inicial era como músico
na realidade, mas muito rápido eu fui mudando de idéia,
porque eu comecei a montar som e luz e isso foi um aprendizado”,
confidencia.
PRODUTOR
DE SHOWS...
O
primeiro trabalho nesta área foi como segurança
e porteiro em um circo na cidade de São Paulo, que depois
virou uma casa de shows – o Projeto SP. “Era
um circo com um clima totalmente diferente: quando tinha um show
na programação eu ia para o palco e ajudava a montar
o cenário, som e luz para fazer amizade com os técnicos
e produtores e imaginava que, com os artistas era uma coisa distante
para mim. Achava que o meu caminho era esse e comecei a ter uma
paixão pela parte técnica e artística do
show, de montar esse ‘circo’. Nesta casa passei a
ser assistente de produção e assumindo a parte de
produtor”, revela.
Em
1985 o cantor Lulu Santos o convidou para trabalhar com ele como
assistente de produção, mas Casagrande achou que
não era hora de sair do Projeto SP e não aceitou.
Depois foram vários convites até que ele foi trabalhar
com o Sá e Guarabira, Zizi Possi e o Roupa Nova.
“Foi uma fase maravilhosa aprendi muito com eles (1989/1993),
como músicos e artistas são ótimos e extremamente
profissionais e técnicos”, elogia. Foi diretor
de palco de 11 Prêmios Sharp de Música e fez também
o Free Jazz Festival, passou a ser produtor e diretor técnico
do cantor Ney Matogrosso além de fazer a produção
dos shows da pop star Madonna e da cantora Tina Turner quando
estiveram no Brasil.
Sempre
acumulando várias funções, o produtor achou
que precisava fazer mais. Com competência e ousadia ele
trilhou um caminho de muitas conquistas. Entrou para a equipe
da dupla Zezé Di Camargo & Luciano (1995/1996).
“O Zezé e Luciano são dois seres humanos que
admiro muito. Para mim são ícones da música
sertaneja. Fiquei muito feliz por ter voltado este ano a fazer
parte da equipe novamente”, admite.
Mas
o trabalho que o reconheceu como grande produtor foi com o cantor
Daniel, foram oito anos de trabalho e amizade com o sertanejo
(1997/2005). “Foi muito gratificante estar ao lado
do Daniel que me deu a oportunidade de fazer produção
musical. Comecei a achar as deficiências no show e tentar
melhorar e levar para o público o padrão de qualidade
artística, musical e visual de um show feito em uma casa
de show para a estrada. Aí que é o grande segredo.
A estrada é um circo todo dia, arma a lona e tem que mandar
o mesmo recado”, considera.
Com
a mentalidade e a filosofia de sempre trabalhar em uma grande
parceria e de forma correta, Casagrande fez muitos amigos na sua
carreira. “Exemplo disso é o Franco (Scornavacca)
que é uma pessoa que eu admiro, é um ícone
como empresário, convivi muitos anos e aprendi muito com
ele, é um paizão para mim de coração.
O Hamilton (Régis Policastro) que é batalhador também
me ensinou muita coisa. O Caixote (maestro e arranjador) que é
meu parceiro e uma grande amigo meu também me ajudou muito.
A gente vai envelhecendo e vai se lapidando e aprendendo. O importante
é ter essa postura, que acabei conquistando muitas coisas
no meu trabalho, foi na humildade, no carinho, na dedicação,
no respeito pelas pessoas, pelo ser humano, pelos artistas, pelas
fãs e isso que eu acho que foi o meu ponto vitorioso no
meio artístico”, finaliza.
Reportagem: Márcia Lapinha
Foto:
Outdoor Brazil
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