S
onho realizado... Fazer um projeto de músicas
de raiz é uma satisfação e um prazer muito grande
para Daniel. Essas canções fazem parte da sua vida e da
sua formação profissional. Aliás, o sertanejo desde
os 5 anos de idade ouve os clássicos sertanejos na sua terra
natal, Brotas (interior de São Paulo) época em que já
cantava com o seu pai Sr. José Camillo. A idealização
deste projeto já vinha desde os tempos da dupla João Paulo
& Daniel, em que os parceiros sonhavam em fazer discos com modas
de viola.
Daniel não desistiu e em 2000 conseguiu concretizar este sonho:
lançou o projeto “Meu Reino Encantado” que
se tornou um belo álbum de resgate à música sertaneja
de raiz. Este trabalho acabou homenageando o seu pai (Sr. José
Camillo) e maior incentivador da sua carreira, que dividiu os vocais
com o cantor na faixa-título do álbum. Mas as canções
com temática rural e caipira não pararam por aí.
O sucesso de público e venda foi tão grande que veio em
2003 o “Meu Reino Encantado II”, como forma
de prestar uma homenagem a Tião Carreiro & Pardinho, dupla
lendária do sertanejo, que foi outro estouro na repercussão
do CD. Agora em 2005 acaba de ‘sair do forno’ o
“Meu Reino Encantado III”, pela Warner Music em
selo Continental seu novo álbum do projeto que conta com convidados
pra lá de especiais (ver box).”Quando eu gravei
o ‘Meu Reino Encantado’ achei que ia ser o único
desta natureza. Depois tive a oportunidade de gravar o ‘Meu Reino
Encantado II’. Agora veio o terceiro que eu gravei em menos de
30 dias. Eu sou suspeito em falar porque você fazer uma coisa
que gosta não tem como dar errado, só se você interpretar
mal as canções. Este estilo é uma realidade, que
já foi no passado, que tem qualidade e, sempre terão pessoas
que gostam e curtem músicas que retratam a pureza das coisas
do campo. A música sertaneja sempre teve e sempre vai ter o seu
espaço, porque tem conteúdo. O que prevalece é
o trabalho bem feito”, ressalta Daniel.
Produzido
por Daniel com a colaboração do maestro Mário Campanha,
o cantor assumiu o projeto, pela primeira vez, como forma de estar mais
interado neste novo álbum. Desta vez Manoel Nenzinho Pinto não
produziu o novo CD de raiz. Daniel explica a ausência do produtor.
“Nossa vida é um livro aberto. Cheguei para o Manoel
e citei que era minha vontade de estar fazendo o projeto sozinho, de
estar tendo esta oportunidade. Ele sempre me deu liberdade em todos
os trabalhos que a gente idealizou juntos e de eu estar fazendo aquilo
que desejo, sempre tive esse privilégio. Então acabei
convidando o Mário Campanha que é um cara que está
sempre comigo e que eu gosto muito, uma pessoa que está adentrada
neste estilo também, através da Mary (As Galvão)
depois que ele casou com ela principalmente, porque antes ele era um
roqueiro sertanejo. Ele já havia participado dos dois primeiros
Meu Reino Encantado como arranjador e ele, com todo o prazer do mundo,
abraçou a causa também”, afirma Daniel.
PARTICIPAÇÕES
ESPECIAIS
Este
álbum está tendo uma atenção por parte
da gravadora Warner Music em concentrar todo o trabalho de promoção
e divulgação de uma maneira individual. “Este
ano estamos fazendo uma coisa diferente. Nós resolvemos
lançar um single para as rádios que é a faixa
“Desatino” (Ronaldo Viola) que tem até uma
história interessante. Eu ia regravar esta canção
já no CD “Em Qualquer Lugar no Mundo” e eu
já tinha até combinado com o Ronaldo Viola. Estava
tudo certo porque eu gostei da música à primeira
vista. Infelizmente aconteceu o aneurisma cerebral e ele partiu
e eu achei por melhor não colocar neste trabalho. Eu achei
que se tivesse que gravar um dia ia chegar a hora certa. E quando
chegou a oportunidade de fazer o “Meu Reino Encantado III”,
a primeira música que eu resolvi incluir no repertório
foi esta canção. Eu estava na estrada viajando e
elaborando o repertório inteiro e, mais do que depressa
vi as pessoas que possivelmente participariam deste projeto. O
Rionegro me ligou e me falou se a música “Desatino”
estava no repertório porque era um sonho dele em gravar
com o Solimões e, parece coisa mandada, é brincadeira,
com maior prazer gravamos juntos. Preparamos a música e
achamos que ela deveria virar um mix. Mais como nós temos
compromisso com a gravadora, seria impossível lançar
um single da música com o Rionegro & Solimões
se eles estão lançando um CD agora (pela Universal).
Então eu liguei para o Rionegro e pedi a licença
deles, inclusive, para gravar esta faixa novamente sozinho também
- como uma faixa bônus - para sair como um single de trabalho.
Melhor para o público que irão ‘levar’
duas versões da música no CD”, confidencia. |
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Além
de Rionegro & Solimões o cantor recorreu a um time de ‘feras’
para dividir os vocais e marcarem presença neste CD: Bruno &
Marrone, Zé Henrique & Gabriel, Ataíde & Alexandre,
Abel & Caim, Duo Glacial, Moacyr Franco, Raul Gil, entre outros.
(ver box). “O Moacyr Franco eu resolvi convidar porque
ele é uma assumidade dentro da família sertaneja e, coincidentemente,
ele fez esta canção que eu gravei com o João Paulo
em 1994 que é “Um Dia de Visita” e eu achei legal
trazer como um resgate dela dentro do projeto. O Raul Gil eu já
havia convidado em uma programa dele, eu acho que é uma coisa
diferente, porque ele é acostumado a cantar bolero e nunca tinha
gravado um estilo assim. A gente dentro do estúdio se for contar
é uma coisa impressionante. Para mim é uma coisa formidável,
uma escola, acima de tudo, uma lição de vida. Este projeto
eu faço com satisfação e é muito bom saber
que temos este respaldo por parte das pessoas e da classe artística,
eu percebo um carinho muito grande por parte deles. O Bruno & Marrone
por exemplo aceitarem o meu convite, porque é complicado a fase
que eles estão de compromissos, devem aparecer inúmeros
convites e eles estarem dispostos à participar comigo é
sinal que confiam no projeto e na credibilidade que ele têm”,
finaliza Daniel.
Reportagem:
Márcia Lapinha
Fotos: Marcos Hermes


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